O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) intensificou as críticas ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmando que ele estaria “rompendo com aquilo que sempre condenou”.
O político afirmou em entrevista ao SBT News que nunca utilizou o sobrenome da família para se projetar politicamente e declarou estar decepcionado com o episódio envolvendo conversas de Flávio com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, divulgada pelo portal The Intercept Brasil.
“Eu estou rompendo com aquilo que eu condeno, eu sempre condenei corrupção. Quem estiver do lado de corrupto, não conte comigo”, disparou.
Zema disse ter sido surpreendido pelo episódio e afirmou que, até o momento, não considera haver explicações satisfatórias para o ocorrido.
“Para nós do Partido Novo, havia sido dito que não havia nenhum vínculo com um bandido banqueiro. E primeiro veio uma ligação, uma gravação de conversa. Achamos que fosse aquilo, e depois ainda veio uma visita pessoal, o que mostra um vínculo muito forte e personalíssimo dele com esse grande bandido que, com certeza, é o maior da história do Brasil. Então, a decepção muito grande. E o Brasil precisa de um presidente que tenha credibilidade para poder fazer as mudança”, criticou.
Na sequência, ele afirmou ser diferente dos demais ao ser questionado se manterá a candidatura até o fim ou se poderia se unir a Flávio Bolsonaro.
“Eu sempre fui pagador de impostos. Fui empreendedor. A empresa que eu criei gera mais de 5 mil empregos diretos. Eu não utilizei nome da minha família para me promover politicamente. Eu, aliás, criei esse nome na política, e me considero ainda um outsider”, destacou.
Romeu Zema também foi questionado sobre uma eventual disputa em segundo turno e como se posicionaria em um cenário envolvendo Lula e Flávio. Ele afirmou que acredita que as forças de direita devem caminhar juntas contra a esquerda, mas, ainda assim, voltou a fazer críticas ao filho do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL).
“Eu estou muito confiante de que a direita estará no segundo turno, eu ou algum dos meus concorrentes, e tenho certeza que eu vou estar contra a esquerda. Estarei no primeiro turno e no segundo turno contra a esquerda. Nós vimos isso recentemente no Chile. E o meu tom é lógico que ele vai mudar de acordo com os acontecimentos. Vocês querem que eu aplauda isso que aconteceu? De jeito nenhum! Eu acho um absurdo alguém ter se aproximado desse bandido banqueiro. Para mim é algo inadmissível”, criticou.
