A Justiça manteve a prisão preventiva de Marco Antônio Heredia Viveros, de 80 anos, ex-marido da ativista Maria da Penha. A decisão foi tomada na tarde desta segunda-feira (10) após audiência de custódia em Natal (RN). Ele havia sido preso no domingo (9) por descumprir medidas protetivas que buscam proteger a ex-esposa e as duas filhas do casal.
A ordem de prisão atendeu a um pedido do Ministério Público do Ceará e foi executada pela Polícia Militar do Rio Grande do Norte. A prisão ocorreu poucos dias após a Lei Maria da Penha comemorar 20 anos. O motivo foi o descumprimento de ordens judiciais de 2024 que o proibiam de divulgar informações do processo ou usar o nome e a imagem das vítimas na internet.
O pedido do Ministério Público foi feito depois que a TV Record começou a divulgar trechos de uma entrevista concedida por Marco Antônio ao jornalista Roberto Cabrini. A reportagem estava prevista para ir ao ar no programa Domingo Espetacular. Segundo a Promotoria, a veiculação do material promocional nas redes sociais violou diretamente a decisão da Justiça.
A defesa de Marco Antônio solicitou a revogação da prisão preventiva. O advogado Otacílio Guimarães de Paula declarou em uma transmissão na internet que seu cliente sempre manteve a versão de que é inocente, posição que sustenta desde 1983.
Além disso, o advogado classificou a prisão como ilegal e acusou a Promotoria do Ceará de perseguição contra o economista. Procurado para comentar as declarações da defesa, o órgão estadual não se manifestou até o momento.
