A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) deflagrou, nesta sexta-feira (27), uma operação rigorosa para coibir e derrubar drones que sobrevoem as imediações da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, no Jardim Botânico, em Brasília. A corporação enfatizou que o uso desses equipamentos na região está estritamente proibido, uma vez que voos não autorizados representam riscos diretos à segurança e configuram violação do espaço aéreo. O Batalhão de Aviação Operacional (Bavop) já monitora a área com tecnologia própria para localizar os pontos de controle e identificar os operadores irregulares em solo.
A PMDF reforça que qualquer atividade com aeronaves remotamente pilotadas deve seguir as normas da ANAC e do DECEA, alertando que o descumprimento dessas regras em áreas de segurança pode resultar em sanções administrativas e implicações criminais por atentado contra a segurança da navegação aérea. A vigilância foi intensificada após a identificação de drones suspeitos monitorando o imóvel, o que motivou a ordem direta para o abate de equipamentos que invadam o perímetro de isolamento estabelecido pelas forças de segurança.
A restrição aérea é parte fundamental do esquema de segurança montado para a prisão domiciliar de Bolsonaro, iniciada hoje após sua alta hospitalar. O ex-mandatário, que utiliza tornozeleira eletrônica, está sujeito a um regime de isolamento severo determinado pelo STF por um período inicial de 90 dias. Sob as regras da custódia, ele enfrenta a proibição total do uso de celulares e redes sociais, além de restrições rígidas de comunicação externa e suspensão de visitas, permitindo-se apenas o contato com familiares diretos, advogados e profissionais de saúde.
A operação de segurança visa garantir que o isolamento imposto pela Justiça não seja quebrado por tentativas de captação de imagens ou comunicação via dispositivos remotos. O monitoramento terrestre e aéreo permanecerá constante durante todo o período da detenção domiciliar, e a polícia reitera que não haverá tolerância para voos recreativos ou jornalísticos nas proximidades do condomínio, priorizando a manutenção da ordem e o cumprimento das cláusulas judiciais da pena.
