PF apura mensagens sobre emissão de cartões para filhos de Alexandre de Moraes

Patricia Calderon
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Patrimônio da família de Moraes dispara e triplica em cinco anos, diz jornal (Foto: Reprodução)

Daniel Vorcaro, apontado como ex-dono do Banco Master, teria autorizado pessoalmente a emissão de cartões de crédito destinados aos filhos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação consta em mensagens obtidas pela Polícia Federal no curso das investigações e divulgadas nesta terça-feira (1º).

Em uma das conversas analisadas, Vorcaro teria dado autorização para a emissão dos cartões e registrado a seguinte orientação: “Limite de 300 para cada”. O conteúdo divulgado, porém, não informa qual seria a moeda ou a unidade utilizada e, isoladamente, não permite concluir se a quantia mencionada corresponde a R$ 300 mil, R$ 300 ou outro valor.

Os diálogos fazem parte do material reunido pela Polícia Federal durante a apuração envolvendo o Banco Master. As autoridades analisam as mensagens juntamente com outros registros de comunicação atribuídos ao banqueiro e produzidos antes da intervenção e da liquidação da instituição financeira.

A divulgação ocorre enquanto outros elementos relacionados a Vorcaro e Alexandre de Moraes também se tornam públicos. Entre eles está uma mensagem enviada ao ministro na qual o banqueiro cita “Andrei” e “Paulo”, nomes que, segundo a Polícia Federal, estariam associados ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Outro ponto revelado envolve o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Informações divulgadas indicam que Alexandre de Moraes teve acesso ao documento e participou da edição de uma de suas versões. O acordo previa pagamentos que poderiam chegar a aproximadamente R$ 131 milhões. O escritório confirmou que o ministro analisou o contrato, mas sustentou que sua participação se restringiu à avaliação de possíveis impedimentos legais e negou a existência de qualquer irregularidade.

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