Uma nova sondagem realizada pelo instituto Real Time Big Data revela um cenário de ceticismo da população brasileira em relação à cúpula do Judiciário. De acordo com o levantamento, 55% dos entrevistados afirmaram não confiar no Supremo Tribunal Federal (STF), superando significativamente os 36% que mantêm a confiança na Corte. O estudo, registrado no TSE sob o número BR-03627/2026, indica que a percepção pública sobre a instituição permanece polarizada, com uma pequena parcela de 9% que não soube opinar.
A análise detalhada dos dados mostra que a rejeição ao STF é acentuada por recortes ideológicos, sendo mais expressiva entre eleitores de lideranças da direita, como Renan Santos, Romeu Zema e Flávio Bolsonaro, onde a desconfiança oscila entre 73% e 78%. Em contrapartida, a base eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva apresenta uma divisão equilibrada, com 45% de confiança contra 42% de desconfiança. No grupo de apoiadores de Ciro Gomes, o cenário é de empate técnico, com ambos os índices fixados em 46%.
Além do Judiciário, a pesquisa mediu o prestígio de outras instituições nacionais, revelando que o Congresso Nacional (62%) e a imprensa (52%) enfrentam níveis de desconfiança ainda mais elevados. Por outro lado, as Forças Armadas aparecem como a instituição mais bem avaliada, liderando o ranking com 48% de confiança. O levantamento ouviu 2.000 pessoas entre os dias 2 e 4 de maio, apresentando uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
