O personal trainer Maurício Brasil Maia, de 30 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira (22), em Salvador (BA), suspeito de praticar crimes de importunação sexual e estupro contra mulheres durante atendimentos profissionais. A prisão foi realizada pela Polícia Civil, que cumpriu um mandado expedido após o avanço das investigações. Durante a ação, foram apreendidos uma porção de haxixe, uma balança de precisão, dois frascos de anabolizantes, aparelhos eletrônicos, documentos e um telefone celular, que serão encaminhados para perícia.
As investigações apontam que o suspeito adotava um padrão de comportamento durante os atendimentos. Conforme os depoimentos reunidos pela polícia, ele utilizava avaliações físicas e sessões de liberação miofascial para criar situações em que as vítimas ficavam vulneráveis. As mulheres relataram que eram orientadas a permanecer apenas com roupas íntimas e a assumir posições consideradas constrangedoras, enquanto o investigado realizava toques que não condiziam com os procedimentos informados.
De acordo com a Polícia Civil, pelo menos nove mulheres formalizaram denúncias contra o personal trainer. O inquérito recebeu novos depoimentos depois que a enfermeira e influenciadora digital Maria Emília Barbosa divulgou, em novembro de 2025, um relato sobre um atendimento que definiu como abusivo.
Na ocasião, Maria Emília afirmou que foi orientada a realizar a avaliação física usando biquíni. Ela também relatou que, durante uma suposta sessão de liberação miofascial, o profissional se aproximou excessivamente de suas partes íntimas, situação que motivou a denúncia.
Após a repercussão do caso, outras mulheres procuraram a Polícia Civil para relatar episódios semelhantes. Segundo os investigadores, os depoimentos indicam que o suspeito repetia o mesmo modo de atuação durante os atendimentos.
Quando as primeiras denúncias se tornaram públicas, a defesa de Maurício Brasil Maia informou que não faria manifestações à imprensa e que apresentaria seus esclarecimentos exclusivamente no processo judicial.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e não descarta a possibilidade de novas vítimas procurarem as autoridades para registrar denúncias.
