Nova vítima afirma ter sido dopada por diarista que matou idosos em BH

Patricia Calderon
3 min de leitura
Foto mostra diarista suspeita de matar idosos em BH na prisão (Reprodução)

As investigações que apontaram a participação da diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, no roubo e assassinato de um casal de idosos em Belo Horizonte também revelaram novas vítimas da suspeita. Entre elas está a nutricionista Rafaella Parreiras, de 28 anos, que contratou os serviços da diarista cinco dias antes do crime. Segundo o relato da vítima, ela foi dopada durante a faxina e acabou dormindo por cerca de uma hora dentro do carro, enquanto a suspeita permanecia sozinha em sua residência.

Moradora do bairro Buritis, na Região Oeste da capital mineira, Rafaella contou que encontrou o contato de Paola em um grupo de moradores no dia 24 de junho, após ler recomendações positivas sobre o trabalho da diarista.

Durante a limpeza, Paola pediu que Rafaella e o marido saíssem para comprar produtos que estariam faltando. Ao chegarem ao supermercado, a nutricionista começou a sentir um forte mal-estar acompanhado de sonolência.

“Meu marido viu que eu não me senti bem e por isso ficamos no estacionamento. Tive uma sonolência tão forte que cheguei a dormir por uma hora dentro do carro e só depois voltamos para casa”, contou Rafaella.

Segundo a vítima, enquanto o casal permaneceu fora da residência, diversos objetos foram levados, incluindo roupas, joias e presentes recebidos após o casamento.

“Desde quando chegou para realizar a faxina, ela se mostrou muito interessada nos objetos da casa. Em dado momento, falou de um curso de organização de casa que ela fez e se disponibilizou a organizar o meu closet”, completou a vítima.

Depois da prestação do serviço, Rafaella afirmou que não conseguiu mais localizar Paola e decidiu registrar um boletim de ocorrência. Parte dos bens furtados foi recuperada posteriormente.

Além do caso da nutricionista, a Polícia Civil identificou outras três vítimas que relataram terem sido dopadas pela diarista. Entre elas está uma idosa de 85 anos, moradora de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que teria sido roubada durante uma faxina realizada em 2024.

Paola Stefany Neto Cirino está presa desde 2 de julho. Ela é investigada pela morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O casal foi encontrado morto no apartamento onde vivia, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O crime aconteceu em 29 de junho.

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