Lula diz que não aceita interferência dos EUA e que soberania do país é “inegociável”

André Oliveira
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Reprodução/Internet.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta sexta-feira (29) a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Durante um evento, Lula afirmou que o Brasil não aceita interferências externas e reagiu de forma contundente à posição norte-americana. “O Brasil não é uma republiqueta” e “não aceita ser tratado como moleque”, declarou o presidente ao comentar o tema.

Durante o discurso, Lula também relacionou o combate ao crime organizado à cooperação internacional entre os países. Segundo ele, caso os Estados Unidos realmente queiram enfrentar organizações criminosas, deveriam colaborar com o Brasil na entrega de brasileiros que atualmente estariam em território norte-americano. O presidente citou nominalmente Alexandre Ramagem e Ricardo Magro, ligado à Refit, ao defender a necessidade dessa cooperação.

“Quer combater o crime organizado? Me entregue os nossos que estão nos Estados Unidos”, afirmou Lula durante o evento. A declaração reforçou o tom crítico adotado pelo presidente em relação à postura dos Estados Unidos e à forma como o governo brasileiro avalia o tratamento dado ao país diante da decisão envolvendo as facções criminosas brasileiras.

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