Marçal declara patrimônio de R$ 7,4 bilhões; vice diz ter R$ 495 milhões

Douglas Lima
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Pablo Marçal, candidato do PRTB à Presidência da República - Foto: Divulgação

O empresário e influencer Pablo Marçal, candidato do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) à Presidência da República, registrou candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste sábado (15) e declarou patrimônio de R$ 7,4 bilhões à Justiça Eleitoral.

Do patrimônio declarado, a maior parcela, de R$ 6,7 bilhões, está concentrada em aplicações de renda fixa. O influenciador digital também declarou possuir um terreno em Santana de Parnaíba, na Região Metropolitana de São Paulo, avaliado em R$ 490 milhões. Ele, no entanto, está inelegível até 2032.

Inicialmente indicado para disputar o cargo de cabeça de chapa, o presidente nacional da legenda, Leonardo Avalanche, agora concorrerá ao cargo de vice. À Justiça Eleitoral, ele declarou possuir R$ 495 milhões em patrimônio.

O pedido de registro da candidatura ainda será aprovado pela Justiça Eleitoral. A confirmação do nome de Marçal ocorreu durante uma reunião do partido realizada na tarde deste sábado (15). De acordo com a legenda, a documentação foi encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 18h51.

Uma decisão liminar permitiu que o digital influencer deixasse o União Brasil e retornasse ao PRTB, partido ao qual era filiado anteriormente.

Segundo a decisão do juiz Gustavo Nardi, da 428ª Zona Eleitoral de Santana de Parnaíba, a regularização provisória da filiação do digital influencer ao partido tem efeitos retroativos a 4 de abril. Entretanto, a decisão é provisória e pode ser revertida por instâncias superiores.

A data de 4 de abril permitiria, em tese, que Pablo Marçal disputasse a Presidência pelo PRTB pois, segundo a legislação eleitoral, o candidato precisa estar filiado ao partido em que concorrerá ao pleito até seis meses antes.

A liminar permite que o influencer avance no processo de candidatura enquanto a Justiça analisa se a filiação, registrada retroativamente, atende aos requisitos legais. Apesar da possibilidade de entrar na disputa, no início deste mês, o TRESP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) determinou, por unanimidade, a inelegibilidade de Marçal até 2032.

Pablo Marçal acumula pelo menos três condenações no TRESP, por abuso de poder político e econômico durante as eleições municipais da capital paulista, em 2024. O empresário tenta reverter as decisões com recursos à Justiça.

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