Lula diz a aliados que não aceitou derrota e insistirá em Jorge Messias no STF

Douglas Lima
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Lula e Jorge Messias - Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou a aliados, em conversas reservadas, que não aceita a derrota política envolvendo a indicação de Jorge Messias e que pretende manter a defesa do nome do ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo informações da CNN Brasil, o presidente tem afirmado nos bastidores que irá atuar pessoalmente nas articulações e que pretende dialogar até mesmo com senadores da oposição para tentar viabilizar a aprovação do advogado-geral da AGU.

Lula avalia que o veto do Senado Federal ao nome de Messias foi um equívoco motivado por uma disputa política que extrapola a escolha para a vaga no tribunal. A avaliação no Palácio do Planalto é de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), teria atuado contra a indicação.

O episódio ampliou o desgaste na relação entre o governo federal e parte do Senado, especialmente após a derrota considerada histórica envolvendo a indicação ao STF.

Nos bastidores do Congresso Nacional, a articulação para a vaga aberta no Supremo após a saída de Luís Roberto Barroso tinha como favorito o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). A decisão final, porém, do petista por um nome de sua confiança pessoal acabou contrariando parte da cúpula da Casa e gerou desconforto entre os senadores.

No último dia 29, a indicação de Jorge Messias foi rejeitada, com 42 votos contrários, 34 favoráveis e 1 abstenção. Esta foi a primeira vez, desde 1894, que uma indicação ao STF foi rejeitada pelo Senado Federal. Naquele ano, os senadores recusaram cinco indicações feitas pelo marechal Floriano Peixoto, presidente do Brasil à época.

Apesar da intenção de manter o nome de Jorge Messias, o presidente da República ainda não definiu quando fará o reenvio oficial da indicação ao Supremo Tribunal Federal.

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