Lito Sousa deixa hospital e passa a receber cuidados paliativos em casa

Patricia Calderon
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Mila Seidl mostra mudanças no imóvel para cuidados durante tratamento de Lito - Foto: Reprodução/Instagram

Após permanecer mais de 20 dias internado, Lito Sousa recebeu alta e passou a continuar o tratamento em casa. Aos 59 anos, o criador de conteúdo foi diagnosticado com Creutzfeldt-Jakob, uma doença neurológica rara associada a proteínas anormais chamadas príons e que, atualmente, não possui tratamento capaz de interromper sua evolução. O piso térreo da residência foi adaptado para atender às novas necessidades, com profissionais de enfermagem trabalhando em escala para garantir assistência durante todo o dia e equipamentos semelhantes aos utilizados em uma internação. Desde a alta, ele passou a receber cuidados paliativos.

A saída do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, ocorreu na terça-feira (1º), mas não representou o fim das tentativas da família de encontrar alternativas para o tratamento. Os familiares continuam buscando a possibilidade de participação em pesquisas e estudos experimentais. Ao mesmo tempo, a adoção dos cuidados paliativos gerou interpretações de que o tratamento estaria chegando ao fim, embora essa associação não corresponda necessariamente ao significado dessa modalidade de assistência.

A ideia de que os cuidados paliativos representam uma interrupção dos cuidados médicos é um dos principais equívocos relacionados ao tema. Esse tipo de assistência busca controlar sintomas, aliviar o sofrimento e melhorar a qualidade de vida de pacientes que enfrentam doenças graves.

O acompanhamento pode ser iniciado em diferentes fases da enfermidade e não está restrito aos últimos dias de vida. Por isso, receber cuidados paliativos não significa necessariamente que a pessoa esteja próxima da morte.

No caso de Lito Sousa, a assistência em casa foi estruturada para oferecer suporte contínuo diante da evolução da doença, enquanto a família mantém a busca por possibilidades experimentais de tratamento.

Assim, a adoção dos cuidados paliativos deve ser entendida como uma mudança na abordagem da assistência, com atenção especial ao conforto e ao bem-estar do paciente, e não como o encerramento do cuidado.

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