Laudo não identifica lesões em criança que teria sofrido abuso no clube do Palmeiras

Nayara Vieira
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Um laudo do Instituto Médico Legal (IML), divulgado nesta terça-feira (23), não identificou lesões, irritações ou alergias no corpo da menina de 4 anos que teria sido estuprada no clube social do Palmeiras, na Zona Oeste de São Paulo. Apesar do resultado negativo do exame de corpo de delito, a polícia esclarece que a ausência de vestígios físicos não descarta a possibilidade de abuso. As investigações continuam com a análise de novos elementos e o depoimento de testemunhas na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

O caso aconteceu na tarde do dia 10 de junho, quando a mãe da criança perdeu a filha de vista por alguns minutos. Ao retornar, a menina disse que havia entrado no vestiário masculino com um “vovô” que teria tocado em sua região íntima. Câmeras de segurança do clube confirmaram que a criança permaneceu cerca de 15 segundos no local. Mais tarde, em casa, a mãe percebeu uma secreção incomum na filha, o que a levou a acionar a polícia e apontar como suspeito um sócio de 74 anos, conhecido da família por frequentar o local.

Em nota oficial, o Palmeiras informou que acolheu a família imediatamente após o relato, prestando atendimento médico e jurídico para o registro da ocorrência. A presidente do clube, Leila Pereira, determinou a suspensão imediata do associado investigado e garantiu que ele será expulso caso a autoria do crime seja comprovada. A instituição também realizou uma apuração interna e já encaminhou todas as imagens do sistema de monitoramento para a Polícia Civil.

Por outro lado, a defesa do suspeito afirmou que o idoso só tomou conhecimento das acusações após a repercussão na imprensa e nega integralmente o crime. Os advogados ressaltaram que o cliente está à disposição das autoridades para colaborar com o esclarecimento dos fatos, mas que ele só irá se manifestar oficialmente nos autos do processo após ter acesso total às investigações, que correm sob sigilo.

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