Janja diz sofrer “preconceito de classe”

Nayara Vieira
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Janja - Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

Em recente entrevista concedida ao programa Frente a Frente, do UOL e da Folha de S.Paulo, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, trouxe à tona uma reflexão contundente sobre a origem das hostilidades que costuma sofrer. Para ela, uma parcela significativa do descontentamento e das cobranças direcionadas à sua postura pública é alimentada por um forte preconceito de classe, que se manifesta no estranhamento de certos setores com a sua presença nos círculos de poder.

Janja destacou que sua trajetória de vida difere drasticamente do perfil tradicionalmente associado às primeiras-damas do país. Vinda de uma família de baixa renda, ela relembrou o esforço de conciliar o trabalho com os estudos em uma universidade pública, enfatizando ter “certeza absoluta” de que esse histórico de batalhas e sua origem popular incomodam e moldam a forma preconceituosa como é tratada.

Além do recorte socioeconômico, a primeira-dama apontou o machismo estrutural como outro motor fundamental dos ataques. Segundo sua avaliação, as contestações ao seu papel ativo no governo ultrapassam os limites do debate político saudável, revelando uma clara misoginia que tenta deslegitimar e silenciar mulheres que decidem ocupar espaços de decisão e de fala ativa na sociedade.

Por fim, Janja contextualizou essa onda de desaprovação dentro de um cenário tático maior, afirmando que as críticas são instrumentalizadas como uma estratégia política para desgastar e atingir indiretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com esse posicionamento, ela expõe sua visão crítica sobre o escrutínio de suas ações e reafirma o peso político de sua atuação no cenário nacional.

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