O presidente Lula (PT) declarou nesta quarta-feira (23) sua intenção de acabar com as empresas de apostas esportivas no Brasil, defendendo que os clubes de futebol encontrem fontes alternativas de financiamento. Ao rebater as críticas e a pressão de dirigentes esportivos contrários às restrições ao setor, o chefe do Executivo enfatizou que a medida reflete uma determinação firme de sua gestão para proteger a juventude da influência dos algoritmos e combater a lavagem de dinheiro, rechaçando a ideia de que a decisão represente um confronto direto com o esporte nacional.
As afirmações do petista ocorreram durante um ato de campanha no Rio de Janeiro ao lado de artistas, no mesmo dia em que ele se reuniu no Palácio da Alvorada com integrantes do alto escalão do governo e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O encontro teve como pauta central a discussão de estratégias para limitar a atuação das bets no país, evidenciando que a regulamentação do setor se tornou uma prioridade na agenda política e econômica da administração federal.
Apesar da disposição manifestada por Lula em anunciar o fim das apostas, as deliberações com a equipe ministerial não chegaram a um consenso definitivo. Há uma divergência interna entre auxiliares que defendem o banimento total da atividade e aqueles que sugerem ações de menor impacto, focadas na proibição de campanhas publicitárias e no veto a cassinos virtuais populares, como o “Jogo do Tigrinho”.
