O Irã lançou uma ofensiva com mísseis e drones contra países vizinhos do Golfo neste domingo (12) e anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz. A medida ocorreu após os ataques dos Estados Unidos em resposta a disparos iranianos contra um navio, elevando ainda mais a tensão e tornando um cessar-fogo ainda mais distante.
Com o aumento das tensões, o mediador do conflito, Ishaq Dar, apelou para que os envolvidos promovam uma “desescalada” e evitem novas ações que possam ampliar o confronto.
A crise se agravou neste domingo, após Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos relatarem ataques aéreos contra seus territórios. No Catar, moradores também registraram explosões, ampliando a preocupação com uma possível expansão do conflito na região.
O governo iraniano confirmou o ataque a uma base aérea americana no emirado e declarou que a ofensiva foi uma resposta às ações militares dos EUA contra o país.
Mais cedo, Teerã informou ter realizado uma ação contra um navio no Ormuz, sob a justificativa de que a embarcação teria seguido uma “rota não autorizada”.
“Um navio que havia colocado em risco a segurança marítima ao desativar seus sistemas foi atingido por disparos de advertência e interceptado”, informou a Guarda Revolucionária.
A escalada militar ocorre em meio ao fechamento por tempo indeterminado do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo e responsável pelo transporte de cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente. O Irã afirmou que nenhuma embarcação será autorizada a atravessar a passagem até que os Estados Unidos interrompam suas “intervenções ilegais” na região.
Apesar dos esforços de Omã para mediar a crise e da proposta de criação de rotas alternativas de navegação, Teerã rejeitou a iniciativa e afirmou que a segurança do estreito deve permanecer sob seus próprios termos.
