Irã adverte EUA de que “a era dos acordos unilaterais chegou ao fim”

Douglas Lima
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Projétil é disparado na terceira rodada de ataques dos Estados Unidos contra o Irã - Foto: Divulgação

Mohammad Bagher Ghalibaf, um dos principais representantes do Irã nas negociações com os Estados Unidos, afirmou neste domingo (12) que “a era dos acordos unilaterais acabou”.

O porta-voz do parlamento iraniano alertou, por meio das redes sociais, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, a cumprir acordos diplomáticos, declarando que “a realidade está batendo à porta”.

“A era dos acordos unilaterais ACABOU”, disse ele, em publicação no X, antigo Twitter. A mensagem foi divulgada junto com um trecho do ponto 5 do memorando assinado pelos dois países.

O alerta diplomático ocorre após uma noite de intensos bombardeios realizados por ambos os lados, que deixaram a região à beira de um conflito aberto. A crise mais recente foi desencadeada por uma nova rodada de ataques de precisão conduzida pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) no sábado (11).

As forças americanas ampliaram a ofensiva contra o país iraniano e atingiram 140 alvos militares com o uso de aeronaves, drones e embarcações. A operação, autorizada por Trump, mirou estruturas estratégicas, como depósitos de munição, plataformas de lançamento de mísseis e centros de monitoramento. O episódio marca a terceira ofensiva dos Estados Unidos contra o Irã em uma semana, com mais de 300 alvos atingidos desde o início das operações.

A reação do país Pérsia ocorreu pouco depois e foi classificada por agências de notícias iranianas como uma “operação de retaliação pesada”. A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) informou ter lançado uma série de mísseis balísticos e drones contra instalações militares dos EUA na Ásia Ocidental neste domingo, incluindo bases em países como Omã, Catar, Jordânia, Kuwait e Bahrein.

A intensificação dos ataques militares coloca sob pressão o acordo de paz em construção entre Washington D.C e Teerã. Assinado em 17 de junho, o memorando de entendimento tinha como objetivo estabelecer o fim definitivo da guerra na região.

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