Flávio Bolsonaro defende castração química, anistia e Bolsa Família

Douglas Lima
3 min de leitura
Douglas Ruas e Flávio Bolsonaro durante evento no RJ - Foto: Divulgação

O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reiterou neste sábado (22) a defesa de propostas como a castração química para condenados por crimes sexuais, a manutenção do Bolsa Família e a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. As declarações ocorreram durante um ato político no Maracanãzinho, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

As declarações foram feitas durante o lançamento da candidatura de Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio. No evento, Flávio voltou a defender a castração química como medida para endurecer o combate aos crimes sexuais, reafirmou o apoio aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, e saiu em defesa do Bolsa Família, programa associado ao presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Eu sei que muita gente precisa do Bolsa Família e nós vamos garantir que vocês recebam o Bolsa Família […] Bolsonaro e Ruas vão fazer muito mais. Vamos garantir o Bolsa Família? Vamos. Vamos garantir a aposentadoria? Vamos. Mas nós vamos melhorar a sua vida”, destacou.

Em outro trecho do discurso, o parlamentar afirmou que o programa é um “direito adquirido” e declarou que “ninguém tem o direito de tocar ou de acabar” com o benefício social.

Na sequência, ele afirmou que pretende enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as milícias como organizações terroristas. “Com Bolsonaro e Ruas, as mulheres serão protegidas. Nós vamos aprovar a castração química para estupradores e abusadores de mulheres e crianças. ‘Ah, mas o Flávio é radical’. Não gostou? Vota no defensor de bandido”, reforçou.

Por fim, o filho do ex-presidente da República também voltou a defender a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. O candidato pediu votos para os postulantes ao Senado pelo Partido Liberal no Rio e afirmou que precisará do apoio dos parlamentares em votações que considera fundamentais para sua eventual gestão.

“Eu vou precisar do [Calos] Jordy e do Portinho para que as instituições voltem a respeitar a construção brasileira. Eu vou precisar do Jordy e Portinho para aprovar a anistia ampla, geral e irrestrita aos perseguidos do 8 de janeiro. Eu vou precisar do Jordy e Portinho para a libertar Jair Messias Bolsonaro”, disparou.


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