O espólio do empresário Marcos Matsunaga, assassinado em 2012 por Elize Matsunaga, voltou a registrar movimentações judiciais após a reabertura do seu inventário no início deste ano. Representado por seu pai, Mitsuo Matsunaga, o espólio realizou procedimentos para a gestão de recursos remanescentes vinculados à herança. A medida permitiu que pendências financeiras antigas fossem reavaliadas pela Justiça na Vara da Família e Sucessões da Lapa, em São Paulo.
Durante o processo, que corre sob segredo de Justiça, decisões judiciais autorizaram o levantamento de quantias mantidas em depósitos judiciais. Além disso, a administração dos bens obteve permissão para efetuar operações e resgatar aplicações financeiras em fundos de investimento associados a uma conta bancária do empresário localizada na Vila Leopoldina, zona oeste da capital paulista.
Após a conclusão das transações, a administração do espólio apresentou à Justiça a documentação comprobatória de todas as transferências e resgates efetuados. O magistrado responsável analisou os relatórios e considerou as operações regulares. Com a prestação de contas devidamente aprovada, determinou-se o novo arquivamento do inventário, encerrando mais uma etapa burocrática na gestão do patrimônio deixado por Marcos.
Por conta do sigilo judicial, os valores exatos resgatados dos fundos e contas bancárias não foram informados publicamente. O caso emblemático segue despertando o interesse do público e servindo de base para produções audiovisuais, a exemplo do documentário Elize: Sombras de uma Mulher, que retrata desde os antecedentes da condenada e o relacionamento com a vítima até os desdobramentos do crime, mesclando registros fatídicos com recursos narrativos.
