EXCLUSIVO: Puxões de cabelo, tapas e ameaças: grávida agredida por patroa sofreu 1 hora de tortura

Nayara Vieira
3 min de leitura
Empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, acusada de agredir empregada doméstica (Foto: Portal do Paulo Mathias)

Em um novo e chocante desdobramento do caso da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, presa por agredir uma funcionária grávida, a vítima revelou detalhes brutais da tortura sofrida em Paço do Lumiar (MA). Em entrevista exclusiva à jornalista Patricia Calderón, do Canal do Paulo Mathias, a jovem de 19 anos descreveu como foi mantida em cárcere privado e agredida enquanto era obrigada a procurar uma joia que nunca havia tocado.

A tortura sob coação

A violência, motivada pelo suposto desaparecimento de um anel, não cessava nem mesmo enquanto a jovem tentava cumprir as ordens da patroa.

“Bom, começou com puxão de cabelo, tapas… Eu tinha que procurar onde estava o anel, então, enquanto eu procurava, eu apanhava.”

Segundo o relato, a agressora utilizava a joia como pretexto para impedir a saída da funcionária da residência:

“Ela ficava dizendo que queria o anel logo, que eu não tinha direito de pegar as coisas dos outros e que eu não ia sair da casa enquanto o anel não aparecesse.”

Após momentos de terror, o objeto foi localizado em um local comum da casa, mas o encontro da peça não interrompeu a fúria da empresária.

“Eu encontrei quando estava tirando as roupas sujas do cesto… A primeira reação dela foi me agredir. Disse que eu era uma vagabunda, que eu não tinha caráter e que era para eu sair da casa dela. Ela dizia que era um anel importante, que tinha valor sentimental.”

Vítima trabalhava há apenas 15 dias

Com apenas duas semanas de serviço, a jovem reforça que nunca teve acesso aos pertences pessoais da patroa e acredita que a acusação foi uma estratégia cruel para evitar o pagamento de seus direitos trabalhistas. “Não, eu não mexia na área de documentos e joias.”

MARCADO:
Compartilhar este artigo