A defesa da família de Thawanna da Silva Salmázio, morta durante uma abordagem policial em 3 de abril de 2026, comentou o caso nesta segunda-feira (13) em entrevista ao programa X da Questão, no Canal do Paulo Mathias. Os advogados Eder Jorge de Barros Rodrigues, Viviane Aparecida Leme e Rafael dos Santos Patrício detalharam as informações que constam no inquérito sobre o disparo fatal ocorrido na Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo.
Segundo os advogados, a soldado da PM Yasmin Cursino Ferreira justificou o tiro no peito da vítima alegando uma suposta agressão. “A policial disse no 49º DP que houve um desentendimento e que Thawanna teria desferido um tapa em seu rosto. Ela alegou que atirou por temer que sua arma fosse roubada”, explicou a defesa da família ao Canal do Paulo Mathias. No entanto, os representantes da vítima ressaltam que Yasmin ainda não foi ouvida formalmente nos autos do inquérito que investiga a morte.
A defesa da família reforçou que a policial permanece em liberdade e que o depoimento oficial de Yasmin deverá ser o último a ser colhido, seguindo os protocolos habituais de investigação. O caso gera grande repercussão, uma vez que a abordagem resultou na morte imediata da jovem e levanta questionamentos sobre a proporcionalidade da força utilizada na ação.
