Exclusivo: Áudio revela maus-tratos contra criança de 10 anos resgatada em GO

Douglas Lima
3 min de leitura
Áudio revela maus-tratos contra criança de 10 anos resgatada em Goiânia - Foto: Divulgação

Uma vizinha que denunciou o caso ao Conselho Tutelar gravou um áudio com relatos de possíveis maus-tratos contra a criança de 10 anos, resgatada no dia do próprio aniversário após ser encontrada trancada em um quarto, em Goiânia.

Nas gravações, divulgadas em primeira mão pelo portal Paulo Mathias e encaminhadas à Polícia Civi, é possível ouvir relatos de agressões. Desesperado, o garoto chora e pede para a mãe parar com os ataques físicos. Durante o áudio, ela chama o menino de “vagabundo”, pede que ele “tome vergonha na cara” e diz que ele “precisa aprender a ser homem”.

Na sequência, ela afirma que ele não deve pegar o que pertence aos outros, que “gente certa não faz isso” e reforça que “quem pega é bandido” e que ele não é bandido.

O menino ficava sozinho no apartamento, sem acesso à água, ao banheiro ou à comida, e precisava improvisar garrafas plásticas para realizar suas necessidades básicas.

O Conselho Tutelar recebeu uma denúncia anônima sobre uma possível situação de abandono de incapaz. Após o chamado, as equipes foram até o endereço informado para apurar o caso e solicitaram apoio da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Resgate teve de ser feito com a utilização da escada devido à impossibilidade de acesso a residência pela porta principal.

Durante a inspeção no imóvel, as equipes constataram um ambiente com acúmulo de lixo, alimentos estragados e falta de água potável e comida no cômodo onde o garoto era mantido.

O jovem, que tem diabetes tipo 1, apresentou aumento da glicemia devido ao longo período sem se alimentar e foi encaminhado diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O menino vivi apenas com a mãe, que foi presa em flagrante após deixá-lo trancado no imóvel enquanto saiu para trabalhar como garota de programa. O pai biológico do menor, mora no exterior e contribui apenas com o pagamento de uma pensão alimentícia de R$ 400.

Atualmente, a avó materna acompanha o menino no hospital e deve assumir temporariamente a responsabilidade d menor após a alta médica. A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias do caso.

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