Exclusivo: amiga alertou a família de Gisele após morte da brasileira na Espanha; jornalista dá detalhes

Nayara Vieira
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Durante sua participação no programa Além da Notícia, no Canal do Paulo Mathias desta quarta-feira (29), a jornalista Adriana Oliveira trouxe detalhes inéditos sobre as investigações da morte de Gisele, ocorrida na Espanha. Na entrevista, Adriana destacou o papel crucial de uma amiga da vítima, que foi a primeira a suspeitar das circunstâncias do óbito e a alertar os familiares, servindo como peça-chave para o início das apurações.

Ao descrever a importância dessa rede de apoio e a entrada da assessoria jurídica no caso, Adriana explicou:

“Uma amiga teve o papel essencial, que foi o de alertar a família da Gisele de que alguma coisa parecia não estar certa naquela história toda, embora a mãe já não acreditasse que a filha tivesse feito aquilo [suicídio]. Mas no momento de dor, passa muita coisa na cabeça, o pessoal não raciocina direito, né? E aí foi quando eu comecei a entrar em contato com a família, depois a doutora Karina entrou nesse processo, com um trabalho excelente que ela tem feito junto com o doutor Diego, na Espanha.”

A jornalista também traçou um comparativo entre os sistemas de investigação do Brasil e da Espanha, pontuando que a diferença de procedimentos muitas vezes gera uma sensação de lentidão para quem acompanha o caso daqui:

“A gente está acostumado, vocês jornalistas como eu, a trabalhar, a cobrir esse tipo de caso criminal aqui no Brasil, onde as coisas acontecem de uma certa maneira, lá na Espanha é diferente, né? O processo corre de uma forma mais ‘lenta’, parece pra gente que é lento, mas não é, é só uma ótica diferente sobre o processo.”

Adriana esclareceu ainda o motivo de o principal suspeito, Joel, não estar detido até o momento, detalhando como a justiça espanhola classifica o estágio atual do inquérito:

“Nesse momento naquele processo de investigação de morte violenta suspeita, né? É uma morte violenta suspeita, mas ainda não é um crime. E por isso o Joel pôde sair da Espanha, e por isso não tem ninguém ainda com uma preventiva ou uma temporária, e a gente acha isso estranho, porque aqui no Brasil, primeiro a gente já começa a investigar o crime, né? Eles não, primeiro vão ter certeza se trata-se de um crime pra depois começar a investigar esse crime.”

Por fim, a jornalista revelou que o processo está em uma fase avançada devido à atuação técnica dos advogados, aguardando apenas resultados periciais definitivos para o desfecho da investigação:

“Mas como o processo já está bastante adiantado da parte dos advogados, que solicitaram exames complementares, existe uma série de laudos que estão prestes a sair de necrópsia, que já foi feita, e tudo que foi encaminhado depois que eles entraram no processo, quando concluírem essa investigação de morte violenta suspeita, a esclarecer.”

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