O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) manifestou publicamente seu arrependimento por ter pedido uma foto e um vídeo à influenciadora Virginia Fonseca durante a CPI das Bets, em maio de 2025. Em sessão no Senado nesta quinta-feira (10/7), o parlamentar classificou a própria atitude como um “erro” e se chamou de “idiota”. Ele justificou que o registro, feito no meio de uma investigação séria sobre apostas on-line, era um pedido para sua esposa e sua filha, mas reconheceu o impacto negativo da abordagem.
O parlamentar decidiu retomar o assunto após um encontro marcante com um cidadão que relatou ter desenvolvido vício em jogos de azar. O homem revelou que quase perdeu a vida e a própria família devido ao vício e confessou que ficou profundamente chateado ao ver o senador tietando a influenciadora na comissão. O relato tocou Cleitinho, que reforçou a necessidade de assumir a falha publicamente para não persistir no erro.
Enquanto o senador tenta se redimir do episódio, a situação jurídica de Virginia Fonseca se complicou. A influenciadora voltou ao centro dos holofotes investigativos após o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pedir a sua condenação, ao lado da plataforma Blaze. A ação exige o pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos devido à publicidade de jogos de azar.
A repercussão do caso joga luz sobre o papel dos influenciadores digitais na promoção de plataformas de apostas e a postura das autoridades diante do problema. A retratação de Cleitinho ocorre em um momento em que a pressão social e jurídica contra o mercado de “bets” atinge o seu ápice, transformando o antigo pedido de foto em um símbolo incômodo do debate no Congresso.
