O CEO global da Stellantis, Antonio Filosa, gerou repercussão nas redes sociais após uma declaração feita durante um evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (22). Durante a apresentação dos investimentos da montadora no Brasil, uma falha no microfone levou o executivo a fazer uma brincadeira: “Deve ser de origem asiática a bateria”.
A fala provocou risos em parte da plateia, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin, enquanto Lula permaneceu sem reação aparente. Após a repercussão do comentário, internautas criticaram a declaração e afirmaram que ela reforçaria um estereótipo relacionado a produtos asiáticos.
Stellantis mantém parceria com empresas chinesas
A Stellantis é uma das maiores fabricantes de veículos do mundo e foi criada em 2021 após a fusão entre a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e o grupo PSA, que reunia marcas como Peugeot e Citroën. A companhia possui em seu portfólio nomes como Fiat, Jeep, RAM, Alfa Romeo e Maserati, com sede jurídica nos Países Baixos.
Apesar da declaração de Filosa, a empresa mantém acordos com fabricantes chinesas para o desenvolvimento de veículos elétricos e tecnologias voltadas à transformação do setor automotivo.
O mercado de carros elétricos e híbridos tem recebido atenção do governo brasileiro, que busca estimular uma nova fase de industrialização e ampliar investimentos no país. Dentro dessa estratégia, o presidente Lula lançou o programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), voltado ao incentivo de tecnologias mais sustentáveis no setor automotivo.
Empresas asiáticas também passaram a ampliar sua presença no Brasil. A chinesa BYD investe em uma unidade em Camaçari, na Bahia, enquanto a GWM mantém projeto em Iracemápolis, em São Paulo. A Hyundai também anunciou novos planos para o mercado brasileiro.
Durante o encontro com representantes da Stellantis, Lula destacou iniciativas do governo para fortalecer o setor, incluindo linhas de crédito para renovação da frota de táxis e veículos utilizados por motoristas de aplicativo.
O presidente também defendeu a expansão das exportações de veículos produzidos noBrasil e afirmou que governo e montadora podem trabalhar em conjunto para ampliar a presença da indústria automotiva nacional em mercados da América Latina e da África.
