Caso Thawanna: soldado diz ser vítima de ameaças

Nayara Vieira
2 min de leitura
Caso Thawanna: Justiça manda arquivar inquérito por resistência

O processo que investiga a morte de Thawanna da Silva Salmázio, ocorrida após um disparo efetuado pela policial militar Yasmin Cursino na zona leste de São Paulo, passou a tramitar sob segredo de justiça. A medida foi confirmada pela defesa da soldado, agora representada pelo advogado Luiz Pereira Nakaharada, que justificou a restrição devido a supostas ameaças de morte que a cliente estaria recebendo. Embora o sigilo para os advogados tenha sido levantado para permitir o acesso às cautelares, o acesso público aos autos permanece restrito.

O incidente aconteceu no dia 3 de abril, em Cidade Tiradentes, durante uma abordagem policial. Yasmin, de 22 anos, alega ter agido em legítima defesa após ser agredida com um tapa no rosto pela vítima, versão que é contestada pelo marido de Thawanna. Até o momento, as investigações buscam esclarecer a dinâmica dos fatos, uma vez que as imagens da câmera corporal do parceiro de Yasmin não permitem confirmar a agressão, e a própria soldado não utilizava o equipamento no momento por falta de cadastro no sistema da corporação.

Atualmente, Yasmin Cursino encontra-se afastada de suas atividades por decisão judicial enquanto o caso é apurado em três frentes distintas. Ela é alvo de um Inquérito Policial Militar (IPM), de uma investigação conduzida pela Polícia Civil e de uma apuração direta do Ministério Público de São Paulo (MPSP). O desfecho do caso depende agora da análise técnica das provas e dos depoimentos colhidos sob o novo regime de sigilo judicial.

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