A Justiça italiana deu um passo decisivo ao aceitar o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, formulado pelo governo brasileiro. O processo, que antes tramitava em sigilo, entra agora em uma fase política crucial sob a responsabilidade do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio. Caberá a ele a palavra final sobre o retorno da ex-parlamentar ao Brasil, sendo que a ausência de uma manifestação oficial do ministro resultaria na libertação de Zambelli.
O anúncio da decisão foi confirmado pelo deputado italiano Angelo Bonelli em suas redes sociais, detalhando que o Tribunal de Roma validou o pedido após uma série de quatro adiamentos. A tramitação avançou somente depois que o Poder Judiciário local rejeitou um pedido da defesa para a troca dos juízes responsáveis pelo caso. A Embaixada do Brasil em Roma já foi devidamente notificada pelos advogados sobre o andamento do processo.
Em resposta, a defesa de Carla Zambelli, representada pelo advogado Fábio Pagnozzi, informou que pretende recorrer da decisão judicial. O prazo estabelecido para dar seguimento ao recurso é de 15 dias, período no qual a defesa aguarda também o posicionamento de Carlo Nordio. Existe ainda a possibilidade técnica de levar o caso ao Supremo Tribunal de Cassação, a mais alta instância da justiça italiana, antes que o assunto seja encerrado na esfera jurídica.
Caso a extradição seja confirmada e Carla Zambelli retorne ao território brasileiro, o provável destino para o cumprimento de sua pena será a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, popularmente conhecida como Colmeia. Localizada a cerca de 35 km do centro de Brasília, a unidade prisional opera atualmente abaixo de sua capacidade total, abrigando 809 detentas em um espaço projetado para receber até 1.062 pessoas.
