O pré-candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante), vem traçando planos ambiciosos e começando a divulgar as principais propostas que pretende defender nos próximos meses, com o objetivo de dialogar com o eleitorado e ampliar sua base de apoio.
O objetivo do psiquiatra e escritor é buscar apoio de um eleitorado que não pretende votar em Flávio Bolsonaro (PL) nem em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026.
Além da pauta eleitoral, Cury também tem mencionado a intenção de atuar em temas ligados à mediação de conflitos internacionais, citando como exemplo possíveis articulações envolvendo líderes globais como Donald Trump, Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky.
“Se tivesse o privilégio de sentar na cadeira de presidente, nos primeiros dias chamaria vários políticos, como Putin e Zelensky, para conversar, porque sou um especialista em pacificação de conflitos, tenho livros sobre isso”, disse ao portal BBC News Brasil.
“Quem sabe alguém de fora, de um país como o Brasil, que é pacífico, seja mais ouvido. Não apenas este, mas os conflitos na África e em outros países”,acrescentou.
Na sequência, afirmou que, caso seja eleito em outubro, pretende “inspirar outros atores nas mais diversas nações, seja na Ásia ou no mundo ocidental”, com o objetivo de estimular iniciativas voltadas ao fim de conflitos armados e à busca de soluções para problemas globais, como a fome no mundo.
“Se gastasse talvez 20% do que se gasta em armas, a equação da fome teria se resolvido. Eu gostaria de chamar o G20, ou quem sabe os quase 200 países que participam da ONU, e meio por cento de todas as importações e exportações do mundo poderiam formar um fundo. Ou por que não de 2% a 3% de toda compra e venda de armas formassem um fundo para resolver a fome mundial?”, destacou.
