Âncora da Globo anuncia cura do câncer e toma último remédio ao vivo

Douglas Lima
3 min de leitura
Cristina Ranzolin foi diagnosticada em 2020 e tomou bloqueador hormonal por cinco anos - Foto: Reprodução/RBS TV

A âncora Cristina Ranzolin, da RBS TV, afiliada da Globo no Rio Grande do Sul, viveu um momento especial ao vivo no Jornal do Almoço. Durante o telejornal, ela tomou o último comprimido do tratamento contra o câncer de mama, encerrando essa fase do processo de recuperação.

A jornalista tomou o último comprimido do bloqueador hormonal utilizado ao longo dos últimos cinco anos. Ela passou por sessões de quimioterapia, radioterapia e imunoterapia, além de uma cirurgia. A comunicadora foi diagnosticada com a doença em outubro de 2020.

Segundo ela, o tumor foi identificado em estágio inicial, o que contribuiu para a eficácia do tratamento. “Felizmente, era um tumor pequeno, mas que exigia um longo tratamento”, relatou.

A apresentadora explicou que o medicamento fazia parte de uma estratégia preventiva recomendada pela equipe médica. “Para o tumor que eu tive, os hormônios poderiam servir como uma espécie de combustível”, afirmou.

Cristina revelou que decidiu tomar o último comprimido diante das câmeras como uma forma de agradecimento pelo apoio recebido durante o tratamento. Ela ressaltou o papel da rotina de trabalho e o carinho de colegas e telespectadores ao longo dos últimos anos.

“Esse lugar aqui foi muito importante no meu tratamento. Me manter trabalhando, me manter ativa, fazendo o que eu gosto, me ajudou muito. Sem falar nas milhares de mensagens de incentivo que recebi de muitos de vocês, que não me conhecem pessoalmente, mas me mandaram uma energia positiva linda demais”, declarou.

Momentos antes de ingerir o último comprimido, ela foi surpreendida pela irmã e pela filha, que invadiram o estúdio com uma faixa em homenagem à âncora. “Cristina, terminou! Todas as etapas vencidas. Parabéns, guerreira”, dizia a homenagem.

Marco Matos, colega de bancada de Cristina Ranzolin, também comemorou o momento especial vivido pela jornalista. “Essa colega é uma inspiração para todos nós e para milhares de mulheres que nos assistem todos os dias. Lutou bravamente contra essa doença”, destacou.

Por fim, ela ressaltou a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, afirmando que detectar a doença em fases iniciais amplia de forma significativa as possibilidades de um tratamento bem-sucedido: “Não dá para abrir mão de fazer exames”, alertou.


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