Duas adolescentes de 14 anos denunciaram estupros coletivos dentro de uma escola municipal no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife.
Os abusos sexuais teriam ocorrido durante o intervalo, dentro da sala de aula, e envolvido cinco alunos do 9º ano, mesma série das vítimas. Os casos aconteceram em dias diferentes, sendo o mais recente na última segunda-feira (3). A Polícia Civil de Pernambuco investiga as denúncias.
De acordo com a advogada Luanny Porto, que representa as vítimas, os crimes aconteceram durante o intervalo, enquanto permaneciam na sala para lanchar, as meninas teriam sido trancadas no cômodo e submetidas a agressões físicas e sexuais.
“Elas levaram rasteira, socos, tiveram a boca fechada para que não gritassem”, relata. Após os episódios, as adolescentes também teriam sido ameaçadas para que não contassem o que havia acontecido nem procurassem ajuda. “Ambas relatam que não só elas foram ameaçadas, mas os suspeitos também disseram que matariam membros de sua família caso a história fosse adiante”, afirma.
A mãe de uma das garotas procurou a polícia após tomar conhecimento do que teria acontecido com a filha. Depois que o caso veio à tona, a segunda vítima também decidiu denunciar e relatou ter passado por uma situação semelhante semanas antes.
As duas adolescentes registraram juntas um boletim de ocorrência (BO) na 14ª Delegacia da Mulher, localizada em Pontezinha, no Cabo de Santo Agostinho. Em seguida, foram encaminhadas ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde passaram por exames sexológicos.
Uma das jovens teria procurado a direção da escola em busca de ajuda. Segundo a advogada, a diretora afirmou que prestaria apoio imediatamente, mas, conforme o relato, não teria entrado em contato com a família da vítima. “Isso causa muita revolta em nós”, desabafa. Ainda segundo Luanny, a polícia deverá investigar se houve omissão por parte da instituição de ensino.
Em nota, a polícia disse que as denúncias estão sendo investigadas. “Por envolver menores de idade, o caso segue sob sigilo, e mais informações não podem ser divulgadas para preservar as vítimas”, declarou.
