Eugênio Malavasido, advogado do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pela morte da esposa, a PM Gisele Alves Santana, afirmou que a ida do militar para a reserva foi uma decisão pessoal. Segundo ele, o oficial se aposentou “após ter cumprido, com êxito, sua missão na salvaguarda dos cidadãos”.
Em nota ao portal Metrópoles, a defesa afirmou que o oficial já havia atingido o tempo de serviço e a contribuição previdenciária necessários para a aposentadoria. Malavasido ressaltou que a ida para a reserva foi uma decisão de caráter pessoal e que Geraldo cumpria todos os requisitos legais, tendo adquirido o direito de se aposentar em 2016.
A aposentadoria dele foi publicada na última quinta-feira (2), poucos dias depois de ele ter o salário suspenso, após ser detido e encaminhado ao Presídio Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, sob acusação de feminicídio.
De acordo com o Portal da Transparência do Governo de São Paulo, o último salário de Geraldo Leite Rosa Neto, referente a fevereiro de 2026, foi de R$ 28,9 mil brutos. Ele já conta com mais de 30 anos de contribuição previdenciária, o que permite que recorra à Justiça para garantir o recebimento da aposentadoria por meio da São Paulo Previdência.
