Globonews amplia poder de âncoras após infográfico sobre Vorcaro

Douglas Lima
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Globonews amplia poder de âncoras após infográfico sobre Vorcaro - Foto: Reprodução/GloboNews

A GloboNews decidiu revisar seus protocolos internos e ampliar a autonomia dos âncoras após o erro em um infográfico exibido no Estúdio i, telejornal apresentado por Andréia Sadi, sobre o caso envolvendo Daniel Vorcaro. A emissora implementou mudanças na estrutura do noticiário com o objetivo de reduzir falhas visuais em coberturas de grande repercussão.

Segundo o colunista Gabriel Vaquer, do jornal Folha de S.Paulo, o canal de notícias criará um núcleo exclusivo de arte voltado ao telejornalismo. A iniciativa busca padronizar e supervisionar a produção de gráficos e, como desdobramento das mudanças, dois profissionais foram demitidos na última sexta-feira (27).

As mudanças foram comunicadas pelo diretor da GloboNews, Vinicius Menezes, durante uma reunião com a equipe. A partir de agora, os âncoras também passam a exercer funções de edição nos telejornais que apresentam, com o objetivo de reduzir falhas e evitar exposições indesejadas ao vivo. A medida atende a uma demanda antiga dos jornalistas e segue um modelo já adotado na TV aberta por nomes como Renata Lo Prete, Roberto Kovalick, Renata Vasconcellos e César Tralli. Com os ajustes, a emissora busca reduzir falhas desse tipo nas transmissões.

A reestruturação foi acelerada após a exibição de um infográfico considerado controverso sobre o caso Vorcaro. A imagem destacava figuras como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Banco Central Gabriel Galípolo e o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. O material recebeu críticas, especialmente de setores da esquerda, por dar maior visibilidade a Lula e ao PT, enquanto deixava de fora nomes apontados como centrais no caso, como o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) e o ministro do STF Dias Toffoli.

A repercussão negativa levou a GloboNews a emitir uma retratação pública. Andréia Sadi leu um comunicado ao vivo alguns dias após o ocorrido, pedindo desculpas aos telespectadores por veicular um material “errado e incompleto sem critérios claros na seleção das informações”.

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