PM Gisele foi rendida e baleada, diz laudo que embasou prisão de tenente-coronel

Nayara Vieira
2 min de leitura
PM Gisele (Foto: Redes sociais)

O laudo pericial que fundamentou a prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Costa Neto trouxe detalhes cruciais e chocantes sobre a morte da PM Gisele Alves Santana. Segundo o documento do Tribunal de Justiça Militar (TJM), a análise técnica indica que a vítima foi segurada por trás antes de ser baleada, o que anula hipóteses de legítima defesa ou acidente. A dinâmica da execução, descrita pelos peritos, aponta que Gisele não teve chances de reação, sendo imobilizada pelo agressor no momento do disparo.

A investigação reforça que o crime foi o ápice de um “pesadelo” vivido pela policial, marcado por violência física, psicológica e patrimonial. O mandado de prisão detalha que o coronel utilizava sua ascendência hierárquica na corporação para monitorar os passos da esposa, isolá-la socialmente e até impedir que ela trabalhasse com colegas homens. Testemunhas confirmaram que o comportamento possessivo do oficial era frequente, com visitas constantes ao local de trabalho da vítima para exercer controle sobre sua rotina profissional.

Diante das provas técnicas e dos relatos de abusos, a Justiça Militar converteu a investigação em prisão, destacando que a autoridade estatal do oficial serviu para ampliar o desequilíbrio de poder na relação. O episódio é tratado como um feminicídio agravado pelo uso da função pública para vulnerabilizar a vítima. O tenente-coronel permanece detido em São José dos Campos, enquanto a defesa ainda não se pronunciou detalhadamente sobre as conclusões da perícia técnica.

MARCADO:
Compartilhar este artigo