Imagens levantaram suspeitas de celular com Gilmar Mendes na urna; ministro diz que era “colinha”

Douglas Lima
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O magistrado Gilmar Mendes - Divulgação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes foi filmado neste domingo (4) segurando um objeto que aparentava ser um celular enquanto votava na Escola Estadual Plácido de Castro, em Diamantino, no Mato Grosso. No entanto, pelas imagens disponíveis, não é possível confirmar que se tratava de um telefone. O uso de celulares dentro da cabine de votação é proibido pela Justiça Eleitoral.

Em nota, a assessoria de imprensa do magistrado afirmou que Gilmar não entrou na cabine com um aparelho celular. Segundo o esclarecimento, o objeto que aparece nas mãos do ministro era, na verdade, sua carteira funcional, que continha a chamada “colinha” eleitoral.

A Justiça Eleitoral proíbe a entrada de celulares e outros dispositivos que possam comprometer o sigilo do voto na cabine de votação, mesmo quando os aparelhos estão desligados. Para facilitar a consulta aos números dos candidatos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recomenda que os eleitores levem uma “colinha” com as informações anotadas em papel.

Vale destacar, que o candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) entrou com o celular na cabine de votação neste domingo (4), na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais.

Ao ser questionado sobre o uso do celular na cabine de votação, o ex-governador afirmou que estava com o aparelho por hábito. Zema também disse que não foi alertado sobre a proibição antes de entrar no espaço destinado ao voto. “Eu ando com o celular o dia todo. Ele é quase como se fosse um dedo. Ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente”. declarou.

Na sequência, ele negou ter utilizado o telefone enquanto votava: “Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo. A cola eu levei no papel”.

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