A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) realizada em 15 de setembro, que discutiu o caso envolvendo Alexandre de Moraes e o Banco Master, teve repercussão em veículos de imprensa estrangeiros. As reportagens destacaram principalmente o confronto público entre Moraes e André Mendonça, as divergências entre integrantes da Corte e o contexto político das eleições presidenciais de outubro. O The Guardian, por exemplo, descreveu o episódio como uma “ferocious fight”, enquanto o Financial Times apontou uma crise crescente no Supremo às vésperas da eleição.
O episódio também recebeu atenção de outros veículos internacionais. O Washington Post abordou a disputa entre Moraes e Mendonça e seus possíveis reflexos no cenário eleitoral brasileiro. Já o El País chamou atenção para o caráter incomum de o próprio STF discutir a possibilidade de investigação envolvendo um de seus ministros. A sessão terminou sem uma decisão definitiva sobre os próximos passos, após o pedido de vista apresentado por Flávio Dino.
A cobertura do The Guardian concentrou-se nos embates entre Moraes e Mendonça e classificou a situação como a crise mais grave enfrentada pelo Supremo desde a redemocratização. O jornal também relacionou o momento de tensão à proximidade das eleições presidenciais de outubro.
O Financial Times seguiu uma linha semelhante ao destacar a crise institucional provocada pelo Caso Master e a disputa entre integrantes do tribunal. O veículo também mencionou a possibilidade de os acontecimentos influenciarem o ambiente político durante o período eleitoral.
A BBC News Brasil também descreveu a situação como uma crise sem precedentes e acompanhou a sequência de decisões e divergências entre os ministros nos dias que antecederam a sessão. O conflito envolve, entre outros pontos, a condução das investigações relacionadas ao Banco Master, a divulgação de documentos e a possível apuração da conduta de integrantes do STF.
A sessão de 15 de setembro foi marcada por acusações e respostas entre ministros. Moraes questionou a atuação de Mendonça, enquanto outros integrantes da Corte divergiram sobre a condução dos processos relacionados ao caso. Ao final, o STF registrava divisão de votos sobre a forma de análise dos procedimentos, mas o julgamento não foi concluído.
A repercussão internacional, portanto, não foi uniforme em relação a uma avaliação política do episódio. Os veículos citados deram ênfase a aspectos diferentes, como a disputa entre ministros, a crise institucional, o Caso Master e a proximidade das eleições. Por isso, não é possível afirmar, com base nessas reportagens, que exista um consenso de que o episódio constitua um “grande escândalo” ou uma “barbárie”. Essas são interpretações que exigiriam atribuição específica, e não uma conclusão geral sobre a cobertura estrangeira.
