Caso Ágata e Miguel: advogada investiga se irmãos estão entre as 163 crianças resgatadas nos EUA

Douglas Lima
2 min de leitura
Os irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael - Foto: Divulgação

A advogada Nathaly Moraes, que acompanha o caso do desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, e Allan Michael, em Bacabal, no Maranhão, acionou o Consulado-Geral do Brasil em Miami para verificar se as criança está entre os 163 menores resgatados durante a operação internacional Statewide Shield (Escudo Estadual, em tradução livre), liderada pelos Estados Unidos e realizada entre os dias 17 e 21 de agosto.

A defesa decidiu buscar informações junto às autoridades para verificar se existe alguma possibilidade de os irmãos maranhenses estarem entre as crianças. Apesar da solicitação, não há, até o momento, indícios de que Ágatha e Allan tenha deixado o Brasil.

A medida faz parte das ações adotadas para ampliar as possibilidades de busca pelas crianças. A intenção é verificar, junto às autoridades responsáveis, se os dados disponíveis sobre os menores resgatados podem ajudar a esclarecer o paradeiro dos irmãos.

Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desapareceram no dia 4 de janeiro de 2026, na Comunidade Quilombola São Sebastião dos Pretos, localizada na zona rural do do município. Na ocasião, os irmãos estavam acompanhados do primo Anderson Kauã, de 8 . As crianças haviam saído para brincar quando desapareceram.

As buscas pelas crianças mobilizaram policiais civis e militares, bombeiros, integrantes das Forças Armadas e voluntários, com a divulgação de imagens e informações sobre os menores na tentativa de conseguir pistas que levassem ao paradeiro delas.

As equipes utilizaram helicópteros, drones, cães farejadores, mergulhadores e equipamentos de sonar. Dias depois, Anderson foi localizado com vida. O menino foi encontrado após as buscas realizadas na região, mas Ágatha e Allan continuam desaparecidos.

Agora, a defesa busca cruzar dados e características físicas dos pequenos com as informações das crianças localizadas durante a operação na Flórida, que combateu a exploração infantil e o tráfico de pessoas.

Informações que possam contribuir para a localização de Ágatha e Allan podem ser repassadas de forma anônima ao Disque-Denúncia, pelo número 181.

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