Tarcísio nega que doação eleitoral tenha relação com operação do Credcesta

Patricia Calderon
2 min de leitura
Tarcísio diz que não interfere em operação sobre contrato de R$108 milhões (Reprodução)

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, negou que a contribuição de R$ 2 milhões recebida durante sua campanha eleitoral de 2022 tenha sido vinculada à permanência do Credcesta em atividade no estado. A suspeita foi apresentada em uma proposta de delação de Daniel Vorcaro, que acabou rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.

Segundo o relato atribuído a Vorcaro, a quantia faria parte de um suposto entendimento entre Tarcísio, Jair Bolsonaro e Gilberto Kassab. O objetivo seria assegurar que o Credcesta continuasse oferecendo seus serviços durante o governo de Tarcísio. O governador rejeitou a versão e definiu o episódio como uma “ilação que beira o ridículo”. Kassab também negou que tenha existido qualquer acordo nesse sentido.

Tarcísio argumentou que o Credcesta já possuía autorização para conceder empréstimos consignados aos servidores públicos estaduais antes do início de sua administração.

O governador também explicou que a instituição não mantinha um contrato específico com o governo paulista. Segundo ele, a empresa tinha um credenciamento para atuar nesse mercado.

Ainda de acordo com Tarcísio, o Credcesta não era a única instituição autorizada a oferecer esse tipo de serviço aos servidores do estado. Na época, havia outras 216 instituições credenciadas para operar no segmento.

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