Tarcísio critica decisão contra Renan Santos e defende investigação sobre contrato do Banco Master

Patricia Calderon
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O governador de São Paulo Tarcísio de Freitas - Foto: Divulgação

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou apoio ao presidenciável Renan Santos (Missão) após o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinar a suspensão de suas redes sociais e restringir sua atuação em campanha no ambiente digital. Mesmo sendo adversário político de Renan, que faz críticas a Flávio Bolsonaro, aliado de Tarcísio, o governador afirmou que o candidato “merece ter espaço e fazer campanha”.

Durante conversa com jornalistas nesta terça-feira (1º/9), durante uma visita às obras do Novo Hospital da Lapa, na zona oeste da capital paulista, Tarcísio classificou a decisão como inadequada e defendeu uma revisão rápida pelo plenário. “Manifestar minha solidariedade ao Renan Santos”, disse o governador. “Não faz sentido. A gente está vindo para uma eleição presidencial e coloca as coisas em pratos desiguais. Eu faço voto de que essa decisão possa ser revista no plenário, revista rapidamente, para não prejudicar um candidato”, acrescentou.

Tarcísio também comentou as informações de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria participado da edição de um contrato firmado entre o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master. O governador classificou o episódio como grave e defendeu que os fatos sejam investigados.

“Entendo que isso tem que ser investigado. Existem inquéritos, como o que está com o ministro André Mendonça. E tudo isso tem que ser passado a limpo, tem que ficar às claras. Tudo o que a gente espera como sociedade é uma apuração rigorosa”, afirmou Tarcísio.

O contrato firmado entre o Banco Master, de Daniel Vorcaro, e a Barci de Moraes Sociedade de Advogados estabelecia a prestação de serviços jurídicos à instituição financeira. Entre as atividades previstas estava a atuação em inquéritos e procedimentos conduzidos pelas Polícias Federal e Civis.

O acordo previa 36 pagamentos de R$ 3 milhões. O escopo incluía “consultoria estratégica e jurídica em procedimentos/inquéritos policiais nas Polícias Federal e Civis e procedimentos administrativos, inclusive perante o Banco Central, a Receita Federal e Cade”.

Também estavam contemplados processos judiciais em diferentes instâncias do Poder Judiciário, além da “implantação, acompanhamento e aprimoramento constante e continuado de programa de integridade”.

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