Durante a entrevista ao Jornal Nacional, da Globo, na noite desta sexta-feira (28), o âncora César Tralli não encontrou a folha com a pergunta que faria ao senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre sua relação com o ex-policial e miliciano Adriano da Nóbrega. Renata Vasconcellos então “salvou” o colega ao mostrar a ele a folha.
O jornalista demonstrou apreensão ao procurar, entre os papéis sobre a bancada, a pergunta que faria para iniciar o novo tema. Ao perceber a situação, a apresentadora tomou a frente e mostrou a ficha pra Tralli. Após localizar a pergunta, o comunicador a leu e deu sequência à sabatina no quadro Entrevista com o Candidato.
O parlamentar foi questionado sobre as homenagens prestadas a Adriano em 2003 e 2005, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Flávio respondeu dizendo que ele “era um policial exemplar” na época.
“Na época ele não era isso. Na época ele era um policial exemplar que estava preso injustamente. Foi quando eu conheci os familiares dele, a mãe principalmente, que participava de um movimento de defesa, de mães e mulheres de militares. Como sempre foi minha bandeira a defesa dos policiais, os bons policiais, eu achei por bem trazer ela para trabalhar comigo. Trabalhava direitinho sem problema nenhum”, declarou.
Na sequência, o filho mais velho do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) voltou a dizer que Adriano da Nóbrega foi preso injustamente. “Uma pessoa que estava presa injustamente, ele foi absolvido depois dessa acusação pela qual ele estava preso. As pessoas têm direito. Ele viu o processo legal, policial militar também é ser humano”, destacou.
