A Justiça de São Paulo decidiu nesta quinta-feira (27) manter a prisão preventiva da advogada e influenciadora Deolane Bezerra e dos demais réus investigados na Operação Vérnix. O processo apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Deolane está detida desde 21 de maio no Pavilhão Especial da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista.
Em decisão da 3ª Vara de Presidente Prudente, a Justiça entendeu que continuam presentes os fundamentos que justificam a prisão preventiva. Entre os pontos considerados estão a preservação da ordem pública e econômica, a necessidade de garantir o andamento da instrução criminal e a aplicação da lei penal.
A decisão também considera o risco de que as supostas atividades de lavagem de dinheiro continuem e aponta indícios de uma possível atuação organizada e permanente de uma organização criminosa.
Além disso, a Justiça determinou que continuem as buscas para localizar e prender Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. Os dois são considerados foragidos e são sobrinhos de Marcola, apontado como uma das principais lideranças do PCC.
A defesa de Deolane Bezerra reagiu à decisão e afirmou ter recebido a determinação com surpresa. Os advogados sustentam que a manutenção da prisão não se justifica e classificam a medida como manifestamente desnecessária, ilegal e desproporcional.
