Renan Santos estuda políticas de Nayib Bukele antes de sabatina no Jornal Nacional

Patricia Calderon
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Renan Santos pede guerra ao crime em sabatina: “Sangue que tem que jorrar é do bandido” (Reprodução: TV GLOBO)

Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República, se preparou para a sabatina do Jornal Nacional, realizada na quarta-feira (26/8), com um estudo concentrado sobre o presidente de El Salvador, Nayib Bukele. O mandatário salvadorenho é apontado como uma das referências de Renan na elaboração de propostas para a segurança pública, principalmente pela estratégia adotada contra gangues criminosas durante seu governo. A preparação para a entrevista foi conduzida por Renato Battista, candidato a deputado estadual pelo Missão, segundo integrantes da campanha.

De acordo com pessoas ligadas ao partido, o treinamento teve como foco as políticas de segurança implementadas por Bukele e os efeitos das medidas adotadas em El Salvador. Battista esteve no país em 2023 e, segundo integrantes do Missão, continua mantendo contato com autoridades locais e acompanhando as discussões jurídicas relacionadas às ações do governo salvadorenho.

Durante a entrevista ao Jornal Nacional, Renan foi questionado sobre medidas de exceção utilizadas por Bukele no enfrentamento às organizações criminosas. Ao responder, o candidato afirmou que pretende adotar uma estratégia semelhante no Brasil, com a criação de um regime especial para regiões sob forte influência do crime organizado.

“A ideia de enfrentamento usando um regime especial — aqui, o estado de defesa em áreas dominadas pelo crime — eu vou adotar. Vai ter um regime de exceção em favelas para eu retomar a favela”, afirmou.

As políticas de segurança de Bukele passaram a ser observadas por grupos de direita em diferentes países, especialmente após o governo salvadorenho ampliar operações contra gangues e reduzir a atuação dessas organizações no território.

No caso de Renan, as medidas adotadas em El Salvador aparecem como referência para propostas voltadas ao combate ao crime e à retomada de áreas consideradas dominadas por grupos criminosos.

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