O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, afirmou ter recebido mais de 1,8 mil ameaças de morte nos últimos meses. Segundo sua equipe, cerca de 30 ocorrências foram encaminhadas para investigação pela Polícia do Senado, que atualmente participa da segurança do parlamentar em Brasília e durante viagens de campanha.
De acordo com informações divulgadas pela campanha, o levantamento reúne 868 ameaças consideradas explícitas, 647 manifestações classificadas como incitação à violência, 640 referências codificadas e 133 conteúdos associados a possíveis planos ou oportunidades para ataques. A equipe não informou a origem das mensagens nem afirmou que todas elas correspondam especificamente a ameaças de morte.
Diante dos episódios relatados, Flávio passou a utilizar colete à prova de balas em compromissos públicos e teve o esquema de proteção ampliado. As medidas foram adotadas depois que a equipe de inteligência da Polícia do Senado identificou mais de 2 mil conteúdos considerados de risco contra o candidato.
Em julho, o senador também decidiu abrir mão da escolta oferecida pela Polícia Federal durante as viagens de campanha. A justificativa apresentada foi o receio de que houvesse possíveis infiltrados entre os agentes responsáveis por sua proteção.
A Polícia do Senado, por sua vez, permanece responsável pela segurança de Flávio em compromissos realizados em Brasília e fora da capital. A equipe também atua no acompanhamento de ameaças identificadas nas redes sociais.
Um dos casos recentes ocorreu em Juiz de Fora, onde uma publicação considerada ameaçadora levou agentes da Polícia Legislativa do Senado a identificar um suspeito e encaminhar o caso às autoridades. O episódio está sob sigilo judicial.
