CBV proíbe atletas trans em competições femininas de vôlei

Douglas Lima
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Tifanny foi campeã da Superliga Feminina 2025 pelo Osasco - Foto: CBV/Divulgação

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) publicou, nesta sexta-feira (14), sua nova política de elegibilidade de atletas para competições da categoria feminina. A medida tem como objetivo adequar a entidade ao cenário regulatório internacional e alinhar os critérios adotados nos torneios nacionais às diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI), da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e da Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).

A decisão impacta diretamente a atacante Tifanny, mulher trans que atua pelo Osasco São Cristóvão Saúde e ganhou destaque por sua trajetória na Superliga Feminina de Vôlei.

A nova regra da CBV entrou em vigor nesta sexta-feira (14) e estabelece novos parâmetros para a participação de atletas nas competições femininas. A entidade adotou como referência as diretrizes previstas na Política de Proteção da Categoria Feminina do Comitê Olímpico Internacional (COI), divulgada em março.

Entre os critérios definidos está a comprovação de elegibilidade por meio de análise biológica, incluindo a testagem para o gene SRY. A política também estabelece situações específicas em que poderão ser aplicadas exceções, conforme as condições previstas no documento.

A medida foi aprovada em setembro de 2025, posteriormente incorporada pela FIVB e já adotada neste ano durante a Liga das Nações. No Brasil, a nova política passa a valer para as próximas edições das competições organizadas pela CBV enquanto a norma estiver em vigor.

As regras serão aplicadas à Superliga A e B, na temporada 2026/27; à Supercopa 2026; à Copa Brasil 2027; ao Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027, na categoria adulta; e ao CBVP Challenger 2027.

O presidente da CBV, Radamés Lattari, afirmou que a mudança busca alinhar as competições nacionais às diretrizes adotadas no cenário internacional. Segundo o dirigente, a medida garante que os torneios organizados pela entidade sigam os mesmos parâmetros aplicados em competições internacionais. “A decisão se adequa ao COI e deixa nossos campeonatos equiparados com as competições internacionais”, destacou.

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