Durante debate na TV Band, Fernando Haddad (PT), candidato ao governo paulista, criticou o excesso de desestatizações no estado. Ele afirmou que uma “onda privatista” tomou conta de São Paulo e citou como exemplos a venda da Sabesp, a instalação de pedágios free flow, a concessão de parques e o plano de privatização de escolas públicas.
O candidato fez questão de destacar que não é contrário à participação do setor privado e lembrou que é autor da Lei das Parcerias Público-Privadas (PPPs) no Brasil. Como demonstração dessa abertura, mencionou a criação do ProUni na educação, reforçando que o problema reside na venda indiscriminada e sem critérios adequados de serviços essenciais à população.
Ao abordar a mobilidade urbana, Haddad classificou a situação dos trens da CPTM como um “inferno” e destacou um caso recente de incêndio em uma composição. Ele cobrou sensibilidade em relação aos problemas enfrentados pelos usuários do transporte público e mencionou também mortes ocorridas em obras vinculadas à Sabesp para reforçar as críticas à gestão dos serviços.
Por fim, Haddad questionou repasses financeiros feitos a concessionárias de rodovias durante a pandemia. Segundo o candidato, o governo paulista pagou R$ 2,5 bilhões a título de indenização por conta do período pandêmico, medida que classificou como atabalhoada em conjunto com a expansão apressada do modelo de cobrança de pedágios no interior.
