Samara Martins e Thiago Stabile, sócios de Virginia Fonseca e do empresário chinês Chaopeng Tan na Wepink, foram inseridos em um inquérito conduzido pela Polícia Civil de São Paulo. A apuração busca esclarecer a origem do dinheiro utilizado para colocar em funcionamento a Pink Lash, negócio que posteriormente antecedeu a criação da Wepink. A inclusão dos nomes ocorreu após informações reveladas pela revista piauí a respeito do capital utilizado na fase inicial da empresa. O caso está relacionado à investigação de um possível esquema de lavagem de dinheiro envolvendo Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como Japa do PCC. Segundo o que foi relatado na investigação, ela teria financiado integralmente o começo das atividades da Pink Lash. Fonte: revista piauí.
Em entrevista à publicação, Mori afirmou que destinou R$ 800 mil para a abertura da primeira loja da Pink Lash. A declaração foi incluída na reportagem “A tigresa dos algoritmos”, publicada pela revista na edição de junho.
Durante a conversa com a piauí, Karen de Moura Tanaka Mori foi questionada sobre a possível utilização de recursos relacionados a uma liderança da maior facção criminosa do Brasil para iniciar a Pink Lash. Ao responder à pergunta, ela disse: “Sim”.
Mori também contou como teria começado sua relação empresarial com Samara Martins. Segundo seu relato, as duas já se conheciam antes da formação da sociedade, quando Samara era responsável por realizar procedimentos de cílios para ela.
“Eu era uma cliente da Samara [Martins], ela fazia os meus cílios. E, em determinado momento, propus fazermos essa sociedade, sendo 50% para mim e 50% para eles”, declarou Mori à publicação.
As informações fornecidas por Mori teriam sido consideradas pelo delegado Mazagão Junior na apuração que levou Samara Martins e Thiago Stabile a serem incluídos no inquérito. Conforme a reportagem da piauí, o depoimento relacionado à origem do dinheiro e à formação da sociedade foi utilizado como elemento para a investigação dos dois.
A Polícia Civil de São Paulo ainda apura o caso. Entre os pontos investigados estão a procedência dos recursos utilizados na Pink Lash e a eventual relação dos investigados com possíveis irregularidades envolvendo o dinheiro empregado na empresa antes da criação da Wepink.
