O presidente da Argentina, Javier Milei, tornou-se alvo de uma denúncia criminal apresentada por dois advogados argentinos por sua participação no evento do PL realizado em São Paulo.
A ação contesta a presença do chefe de Estado no ato de apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, sustentando que o líder argentino utilizou a estrutura estatal para fins estritamente partidários no exterior.
A acusação aponta que Milei teria cometido os crimes de malversação de recursos públicos e descumprimento dos deveres de funcionário público ao empregar a comitiva oficial e o avião presidencial para a viagem.
Segundo os juristas que assinam o documento, a mobilização de dinheiro público e da logística do Estado argentino para figurar em um palanque eleitoral brasileiro fere os princípios da administração pública e a legislação do país vizinho.
Com o protocolo da representação na Justiça argentina, caberá agora aos órgãos competentes avaliar se há elementos suficientes para a abertura formal de uma investigação contra o presidente.
O episódio amplia o desgaste diplomático e político em torno do uso da máquina pública para agendas de alinhamento ideológico e partidário internacional.
