Duas funcionárias da creche Luz do Brás, em São Paulo, foram afastadas das atividades depois da morte de Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses. O bebê morreu na última quarta-feira (22/7), após prender a cabeça entre uma grade e uma parede enquanto estava sem a supervisão de adultos. A informação sobre o desligamento foi divulgada pela Secretaria Municipal de Educação (SME) de São Paulo.
Após o acidente, a sala onde a criança estava foi interditada e passou a ser submetida a uma avaliação técnica. A SME também abriu um procedimento administrativo para verificar as circunstâncias da morte e apurar se houve alguma irregularidade na unidade.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, caso a investigação administrativa encontre falhas, poderão ser aplicadas medidas contra os responsáveis pela unidade. Entre as possibilidades está o descredenciamento da organização parceira que administra a creche.
“Caso sejam confirmadas irregularidades, serão adotadas as providências cabíveis, incluindo o possível descredenciamento da organização parceira responsável pela unidade”, informou a secretaria.
Paralelamente à apuração administrativa, a Polícia Civil investiga a atuação de cinco profissionais que trabalhavam na creche. Estão entre os investigados a diretora, a coordenadora, uma professora, uma pedagoga e outro funcionário.
A secretaria não informou quais eram as funções exercidas pelas duas profissionais que foram afastadas após o episódio.
O caso continua sob investigação para esclarecer as circunstâncias que levaram à morte da criança e verificar se houve falhas na supervisão ou nas condições de segurança do espaço.
