A delegada Wanessa Santana Martins Vieira, investigada por suposto uso irregular de uma viatura da Polícia Civil de Minas Gerais, teve a quinta licença médica consecutiva concedida desde que foi afastada do cargo. A nova prorrogação foi publicada na ediçãodesta quarta-feira (22) do Diário Oficial de Minas Gerais e determina mais 30 dias de afastamento, com início em 20 de julho.
Wanessa está fora das atividades desde março, quando foi presa em flagrante ao lado do marido, o advogado Renan Rachid Silva Vieira, durante uma investigação sobre o suposto empréstimo de uma viatura oficial. O casal é investigado pelo crime de peculato, que consiste na apropriação, desvio ou uso indevido de bens públicos por servidor.
Licenças foram prorrogadas desde a prisão do casal
A primeira licença foi concedida por 30 dias a partir de 12 de março e publicada em 2 deabril. Em seguida, uma nova autorização foi divulgada em 15 de abril, também com duração de 30 dias e início em 11 de abril. Já em maio, o Diário Oficial publicou duas portarias idênticas, nos dias 9 e 16, concedendo afastamento de 45 dias a partir de 11 de maio.
Após a prisão, a Justiça concedeu liberdade provisória ao casal durante a audiência de custódia, mediante o pagamento de fiança equivalente a três salários mínimos para cada um.
Como medidas cautelares, Wanessa Santana Martins Vieira e Renan Rachid Silva Vieiraestão proibidos de deixar as comarcas de Belo Horizonte e Lagoa Santa por período superior a 30 dias sem autorização judicial.
Segundo a Polícia Civil, o advogado foi abordado enquanto conduzia uma viatura descaracterizada da corporação em um corredor exclusivo do Move, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. A abordagem ocorreu durante uma operação da Corregedoria da Polícia Civil. Conforme as investigações, Renan estava sozinho no veículo no momento da fiscalização, e, após as diligências, ele e a delegada foram presos em flagrante por suspeita de peculato.
