As investigações sobre a morte da capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo ganharam novos e graves desdobramentos após a perícia inicial apontar sinais claros de violência física severa. O principal suspeito do crime é o marido da vítima, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, que foi preso em flagrante no próprio hospital onde a militar deu entrada sem vida. A Polícia Civil de Minas Gerais atua no caso tratando a ocorrência como suspeita de feminicídio.
Depoimentos e levantamentos preliminares revelam que o relacionamento entre o casal era marcado por instabilidades e episódios de violência psicológica e moral. Além do histórico recente com a capitã, a ficha do sargento aponta registros anteriores de violência doméstica, datados de 2014 e 2016, envolvendo uma ex-companheira que denunciou agressões físicas, ameaças e descumprimento de medidas protetivas.
O porta-voz da Polícia Civil destacou que a pluralidade de marcas pelo corpo da vítima e, em especial, a presença de uma lesão extremamente contundente na face foram determinantes para a prisão imediata do acusado. A gravidade dos ferimentos e a incoerência entre as marcas encontradas e os relatos preliminares reforçaram a necessidade da medida cautelar enquanto as investigações prosseguem.
O caso veio à tona quando a capitã deu entrada na unidade hospitalar já sem sinais vitais e com indícios de que o óbito teria ocorrido horas antes. Na ocasião, o marido alegou aos policiais que a esposa havia sofrido uma queda da escada por volta do meio-dia e que ele próprio havia prestado socorro em casa. Segundo a versão do sargento, o casal adormeceu ao longo da tarde e ele só teria percebido a ausência de resposta da companheira no período da noite, momento em que decidiu levá-la ao hospital.
