CBF defende árbitro após acusação de Trump: “Conduta ética”

Nayara Vieira
2 min de leitura
CBF defende árbitro após acusação de Trump (Reprodução)

Após o presidente dos EUA, Donald Trump, questionar a conduta de Raphael Claus na Copa do Mundo, a CBF defendeu publicamente o árbitro brasileiro nesta segunda-feira (6). A entidade afirmou que a trajetória de Claus é impecável, reagindo à decisão da Fifa de suspender a punição do atacante americano Balogun, expulso pelo brasileiro no jogo contra a Bósnia.

Em nota oficial, a CBF rebateu veementemente as declarações de Trump, afirmando que Claus é reconhecido mundialmente por sua excelência técnica e ética, e que não existe qualquer elemento em seu histórico que sustente tais suspeitas.

A manifestação política de Trump ocorreu logo após uma decisão incomum do Comitê Disciplinar da Fifa, que no último domingo (5/7) anulou a suspensão automática de Balogun por um período probatório de um ano. Com o perdão da entidade máxima do futebol, o principal atacante da seleção norte-americana foi liberado para entrar em campo já nesta segunda-feira contra a Bélgica, pelas oitavas de final da competição. O próprio presidente dos EUA confirmou ter interferido no caso e pedido formalmente à Fifa a revisão do cartão vermelho aplicado pelo árbitro brasileiro.

Apesar da anulação da punição nos bastidores, a CBF reforçou seu apoio irrestrito a Raphael Claus, classificando-o como um profissional exemplar que desfruta da confiança das principais comissões de arbitragem nacionais e internacionais. Enquanto a seleção dos Estados Unidos tenta fazer história em Seattle para chegar às quartas de final pela primeira vez desde 2002, o episódio expõe uma crise diplomática e esportiva que coloca a integridade da arbitragem brasileira no centro dos holofotes da Copa do Mundo de 2026.

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