O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (6/7) que entrou em contato com a Fifa para solicitar a revisão da suspensão do atacante Folarin Balogun, expulso na última partida da seleção norte-americana pela Copa do Mundo. Segundo o chefe da Casa Branca, o pedido teve como objetivo reavaliar o lance que resultou no cartão vermelho aplicado ao jogador.
Ao conversar com jornalistas no Salão Oval, Trump afirmou que apenas pediu uma nova análise da decisão, sem tentar interferir na autonomia da entidade máxima do futebol.
“Eu pedi uma revisão, pois não achei que foi falta. Tudo o que fiz foi pedir a revisão, não disse a eles [Fifa] o que devem fazer. Sim, eu pedi à Fifa, falei com um homem altamente respeitado”, disse Trump.
Durante a entrevista, Trump também criticou a atuação do árbitro brasileiro Raphael Claus, responsável pela expulsão de Balogun na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia, disputada em 1º de julho.
“É um pouco suspeito, se você checar o passado dele”, criticou. “Não quero dizer isso, pois não gosto de criar controvérsias, mas é bem suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe?”, disse Trump sobre Claus.
Balogun recebeu cartão vermelho após uma entrada dura sobre Tarik Muharemovic. Pelo regulamento da competição, a punição previa suspensão automática de uma partida, normalmente sem possibilidade de recurso.
Mesmo assim, o Comitê Disciplinar da Fifa decidiu liberar o atacante para atuar nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 contra a Bélgica. A entidade informou que a decisão foi fundamentada no artigo 27 do Código Disciplinar, que permite a suspensão total ou parcial de determinadas sanções esportivas. Segundo o histórico da competição, esta foi a primeira vez desde 1962 que a Fifa autorizou a participação de um jogador previamente suspenso em uma partida do torneio.
Após a decisão, Trump comemorou o desfecho nas redes sociais. “Obrigado, Fifa, por fazer a coisa certa e reverter uma grande injustiça”, escreveu o presidente.
